quarta-feira, 11 de junho de 2008

10 de Junho

Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas, o dia da Nação! Ou como disse o Presidente: Dia da Raça. Algo que aliás os commies todos vieram logo indignar-se e o PNR capitalizou. Acho mal. Não sei com que ideia o Presidente disse aquilo, que não foi engano como o próprio disse mais tarde, mas eu compreendo a expressão num contexto que possa ser diferente do normal.

É o seguinte então: Raça não enquanto etnia portuguesa simplesmente, mas antes enquanto nome unificador de tudo aquilo que o povo português fez desde o ínicio da sua existência, de toda a cultura desenvolvida, de todo o sangue derramado, de todas as belezas descobertas, enfim, tudo o que faz cada um de nós Ser Português. Não acho que isso exclua portugueses como o são o Pepe, que foi usado de imediato por um comunista como exemplo de se pertence à raça ou não, dado que o povo Português é o mais universal do mundo! Na Malásia ainda hoje, apesar de termos perdido essas terras para os holandeses no Séc XVII, se fala uma língua creola com base no PortuguÊs e no Malaio e essas pessoas têm um certo nível de proximidade com a etnia portuguesa.

Assim, não considero menos portugueses os descendentes de africanos, que não sendo etnicamente portugueses, fazem parte da cultura do país, quer estejam europeizados ou ainda mantenham fortes laços com África, sendo este último caso aquele que mais contribui para a elevação da Raça. Porque a Raça portuguesa sempre se misturou e não faz sentido separar essas outras subraças da Raça-mãe.

Também na actualidade, está o protesto dos camionistas. Acho bem.

Quanto à questão do sindicato dizer que o patronato não pode fazer greve, parece-me uma estupidez. Os patrões não estão a fazer lockout, ou seja, não deixar os trabalhadores trabalhar, dado que lhes estão a pagar na mesma (ou pelo menos, isso anunciam), simplesmente deram-lhes novas ordens, as quais passam por não se mexerem. E aos trabalhadores só está no interesse deles obedecer, dado que se a situação se torna insustentável, a empresa fecha e o camionista torna-se desempregado. Os sindicatos é que não estão a gostar que lhes tirem o poder da greve! O ponto a que os sindicatos chegaram é uma vergonha!

Agora, não acho que seja tolerável é as intimidações e até os apedrejamentos de pessoas e camiões. As pessoas são livres de entrar ou não no protesto, especialmente dado que é organizado pelos patrões. Apenas faz sentido que os camiões dos patrões descontentes estejam parados, quem está contente não deveria ser forçado a parar de trabalhar e a GNR deveria ter atenção a esses casos. Curiosamente, a GNR ajudou a Jerónimo Martins (Feira Nova e Pingo Doce) a entregar produtos através de escoltas policiais. Sinceramente, acho que isso deveria ser investigado, pois isso torna essa empresa a única capaz de repor alguns stocks, deixando a concorrência, a Sonae ou até as mais pequenas Dia e Minipreço, em clara desvantagem!

De qualquer forma a notícia do dia foi o facto de o Sr. Vasco ter visto pela primeira vez o Telerural - as notícias de Curral de Moinas.

Imediatamente a seguir, o MRP conseguiu obter as seguintes declarações:
Aconteceu ver hoje o Telerural, acho que têm ali bom material mas tinham que trabalhar um pouco mais e dado que tudo gira à volta de Curral de Moinas, acho que o Universo humorístico pode facilmente se extinguir. Não sei mesmo até que ponto terão eles feito bem em separar o programa da Praça da Alegria.

Gostei de algumas ideias, mas a maneira como tentaram substituir a audiência com risos falsificados depois de se ver como eles trabalham com risos verdadeiros deixa no ar a sensação de falta de qualidade. Por exemplo, quando eles se começam a rir das suas próprias piadas é admissivel e contribui para o espetáculo ao vivo (Praça da Alegria) mas fazerem isso frente a uma audiência falsa falha redondamente e, do meu ponto de vista, dá-lhes mesmo uma aura de falta de qualidade.

Acho que o pior foi mesmo quando um deles manda um livro pelas costas e ouve-se barulho de vidros partidos. Como é facil de constatar, não há se quer um único vidro na janela.

Em conclusão, parece ser um bom programa e ter potencial, mas precisa urgentemente dum realizador/produtor/whatever mais competente que reformule a apresentação do programa antes que o público se habitue a esta falta de qualidade que referi


Por hoje é tudo. Nós voltamos a ver-nos amanhã.

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