Reino Unido de Portugal, Brazil e Algarves
O MRP defende uma educação melhor. Uma educação melhor não apenas ao nível das Ciências da Vida e da Matemática mas também ao nível do Civismo e do conhecimento da Filosofia e da História. Como tristemente sabemos, a escola actual não é esta escola sonhada. Um caso flagrante disso é precisamente as disciplinas de História de Portugal. Em sequência disso e procurando desde já implementar uma política correcta vou falar nesta mensagem do Reino Unido de Portugal, Brazil e Algarves, algo que, pelo menos eu que segui a carreira de Ciências, nunca aprendi na escola.
Com a imposição do Bloqueio Continental pela França Imperial de Napoleão I e a subsequente primeira invasão francesa de Portugal, a Rainha D. Maria I (que se encontrava num estado clinicamente chamado de "wacko" ou mais comummente definidada por "Sindrome de Excesso de TVI (Textos Visuais Independentes)") e o Príncipe-Regente D. João VI, acompanhados da Corte, da Biblioteca Nacional, que era a maior colecção de livros e textos do Império e que até hoje se mantém no Rio de Janeiro, e a frota Portuguesa, que por estas alturas era das mais importantes a nível europeu, fogem de Lisboa, escoltados por uma pequena frota Britânica. Napoleão viria mais tarde a dizer que foi nesse momento em que não conseguiu destruir a coroa Portuguesa e se apoderar da sua frota que a Guerra se perdeu.
Chega assim a corte ao Brasil, mais concretamente ao Rio de Janeiro, que se torna a capital do Império. De seguida, o vice-reinado e colónia do Brasil é elevado à condição de Reino. Daqui à mudança de nome e criação das Instituições foi um pequeno passo: nascia o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e o príncipe utilizava agora o título completo de:
pela Graça de Deus Príncipe-Regente de Portugal, Brasil e Algarves, daquém e dalém-mar em África, senhor da Guiné, e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia
Com o desenrolar da Guerra em Portugal, o Brasil desenvolve-se e com o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas Portugal perde o monopólio do comércio com o Brasil, algo que traria um grave prejudício ao país.
Este Reino Unido, com regime jurídico equivalente ao do Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda e do Império Austo-Hungáro, não seria no entanto de longa duração. Após o fim da Guerra Peninsular (em Portugal conhecida como Invasões Francesas) e com a continua ausência do Rei no Brasil, os portugueses começam a revoltar-se contra o governo imposto pelo Britânicos e, quando a revolução liberal tem finalmente sucesso, é imposto ao Rei o regresso a Portugal sobre pena, diz-se, da declaração da República. D. João volta então a Portugal e a partir daqui a História da escola cobre adequadamente os conhecimentos: Grito do Ipiranga do D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal. Na realidade, a escola explica estes acontecimentos mas esconde certas coisas como é a do Reino Unido ou a do 25 de Novembro de 75 (pois é, tou a ver que não sabes o que foi ;) ). Se calhar ao invés de levarem os alunos à loucura a decorar datas talvez fosse mais útil falar mais promenorizadamente da história desta nação que se fez aos moros e aos castelhanos e ainda foi dar a volta à Àfrica para ir bater em mais nuns árabes, nuns persas, nuns indianos, nuns malaios e num ou outro chinês.
No campo da História Universal, leiam este artigo (em inglês) para perceberem as verdadeiras razões para a 2ª Guerra Mundial.
Tenho dito!
sábado, 10 de maio de 2008
História de Portugal
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1 comentário:
É isso e a guerra colonial, outro de tantos assuntos silenciados e esquecidos por Portugal!
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